PT/BG 15.6

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Bhagavad-gītā Como Ele É - Capítulo Quinze: A Yoga da Pessoa Suprema
BG 15.5 BG 15.5 - BG 15.7 BG 15.7
Õ Sua Divina Graca A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada


Verso 6

न तद्भासयते सूर्यो न शशाङ्को न पावकः ।
यद्गत्वा न निवर्तन्ते तद्धाम परमं मम ॥६॥
na tad bhāsayate sūryo
na śaśāṅko na pāvakaḥ
yad gatvā na nivartante
tad dhāma paramaṁ mama

PALAVRA POR PALAVRA

na — não; tat — essa; bhāsayate — ilumina; sūryaḥ — o Sol; na — nem; śaśāṅkaḥ — a Lua; na — nem; pāvakaḥ — fogo, eletricidade; yat — onde; gatvā — indo; na — nunca; nivartante — retornam; tat dhāma — essa morada; paramam — suprema; mama — Minha.

TRADUÇÃO

Esta Minha morada suprema não é iluminada pelo Sol ou pela Lua, nem pelo fogo ou pela eletricidade. Aqueles que a alcançam jamais retornam a este mundo material.

SIGNIFICADO

Descreve-se aqui a morada da Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, o mundo espiritual — que é conhecida como Kṛṣṇaloka, Goloka Vṛndāvana. No céu espiritual não há necessidade do brilho do sol, do luar, de fogo ou de eletricidade, porque todos os planetas são luminosos. Neste Universo, há apenas um planeta, o Sol, que é autoluminoso, mas todos os planetas no céu espiritual são autoluminosos. A refulgência brilhante de todos esses planetas (chamados Vaikuṇṭhas) constitui o céu resplandecente conhecido como brahmajyoti. Na verdade, a refulgência emana do planeta de Kṛṣṇa, Goloka Vṛndāvana. Parte desta refulgência brilhante está coberta pelo mahat-tattva, o mundo material. Mas a maior porção deste céu refulgente é cheia de planetas espirituais, chamados Vaikuṇṭhas, o principal dos quais é Goloka Vṛndāvana.

Enquanto está neste mundo material escuro, o ser vivo leva uma vida condicionada, mas logo que alcança o céu espiritual, eliminando a árvore falsa e adulterada, ou seja, este mundo material, ele se libera. Então, não há possibilidade de ele voltar para cá. Em sua vida condicionada, o ser vivo se considera o dono deste mundo material, mas em seu estado liberado ele ingressa no reino espiritual e se torna um associado do Senhor Supremo. Lá, ele desfruta de bem-aventurança eterna, vida eterna e conhecimento pleno.

O homem deve se interessar por esta informação. Ele deve desejar transferir-se para este mundo eterno e desembaraçar-se deste falso reflexo da realidade. Para quem está deveras apegado a este mundo material, é muito difícil cortar este apego, mas se adota a consciência de Kṛṣṇa, existe a possibilidade de que se desapegue aos poucos. Ele deve se associar com devotos, com aqueles que estão em consciência de Kṛṣṇa. Ele deve procurar uma sociedade dedicada à consciência de Kṛṣṇa e aprender como executar o serviço devocional. Dessa maneira, ele pode cortar seu apego ao mundo material. Ninguém pode livrar-se da atração ao mundo material apenas vestindo roupa açafroada. Ele deve apegar-se ao serviço devocional ao Senhor. Portanto, todos devem considerar mui seriamente que o serviço devocional como foi descrito no Décimo Segundo Capítulo é o único meio de sair desta falsa representação da árvore verdadeira. O Décimo Quarto Capítulo descreve a influência que a natureza material exerce em todos os diversos processos. Só o serviço devocional é descrito como puramente transcendental.

Aqui, as palavras paramaṁ mama são muito importantes. Na verdade, todos os cantos são propriedade do Senhor Supremo, mas o mundo espiritual é paramam, pleno em seis opulências. O Kaṭha Upaniṣad (2.2.15) também confirma que no mundo espiritual não há necessidade de brilho do sol, de luar ou de estrelas (na tatra sūryo bhāti na candratārakam), pois o céu espiritual é inteiramente iluminado pela potência interna do Senhor Supremo. Só se pode alcançar esta morada suprema através da rendição, e por nenhum outro meio.


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